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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Viúva de José Falcão contesta proibição catalã
Rosa Gil é a viúva de José Falcão, matador português mortalmente colhido na Monumental de Barcelona, no Verão de 1974. É também presidente da Plataforma Promoción y Difusión de la Fiesta, uma organização pró-taurina catalã. É nessa qualidade que Rosa Gil se pronuncia contra o golpe proibicionista na Catalunha.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
«A vingança da Catalunha independentista»
A propósito da probição dos toiros na Catalunha, escreve Carlos Crivell, no seu blog Sevillatoro: «A reviravolta dos socialistas da Catalunha foi espantosa, ainda que pessoalmente não me surpreenda. (...) Aqui não existem programas de partido com linhas de conduta a manter por toda a Espanha. São políticos que só buscam o voto. Na Andaluzia apoiam a Festa porque é rentável nas urnas. Na Catalunha não fazem o mesmo porque não é políticamente correcto e pode levar à perda de apoios. (...). Muitos leitores puderam ver em diferentes reportagens as manifestações de muitos catalães antes e depois do triunfo de Espanha na final do Mundial. Viu-se com clareza que há gente com o ódio no sangue contra tudo o que cheire a Espanha. (...) É verdade que há gente normal, que é da Catalunha e se sente espanhola, mas há uma corrente muito forte que quer independência. E os touros 'pagarão o pato' no dia 28.»
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Arles debate o movimento antitaurino
Realiza-se a 30 de Janeiro, na cidade francesa de Arles, uma conferência intitulada «O movimento antitaurino - raízes e questões do animalismo contemporâneo», por iniciativa da Societé d'Etudes et de Recherches sur les Tauromachies Européennes (SUERTE). Coordenada por Annie Maillis e Francis Wolff, a conferência propõe-se reflectir sobre a nova argumentação contra as corridas de toiros. «A corrida sempre teve os seus detractores», lê-se no texto de apresentação do acto. O que é novo são os argumentos em nome da defesa dos animais. «Essa defesa é por vezes expressão de uma sensibilidade respeitável: mas ela formula-se muitas vezes em argumentos pretensamente 'ecológicos' ou juízos moralizadores baseados no ddeesconhecimento da ética tauromáquica e da natureza do touro de lide». Com efeito, o animalismo contemporâneo consiste «não em ter uma conduta respeitosa para com os animais, mas em confundi-los a todos com inofensivos animais de companhia, transformados em puros objectos fetichizados. Pode dizer-se que quanto mais os animais são amados, menos são conhecidos». Eis algumas perguntas a que a conferência tentará responder: ««Que aspectos históricos, míticos e simbólicos da animalidade se ocultam nos movimentos animalistas, cada vez mais numerosos e diversos? O animalismo é um 'progresso moral' ou comporta riscos éticos que é necessário avaliar? Porque é que a defesa da corrida é também uma defesa da natureza humana?» O programa do evento pode ser consultado aqui.
domingo, 10 de janeiro de 2010
As teias ocultas do antitaurinismo
Leonardo Anselmi Rafaelli. Segundo o site Mundotoro, é este o nome do promotor da Iniciativa Legislativa Popular que põe em causa a continuação das corridas de toiros na Catalunha. Rafaelli é uma personagem no mínimo intrigante. Argentino, residente em Barcelona há oito anos, lidera a plataforma anti-taurina PROU e é adepto do veganismo - a corrente animalista mais radical. Diz-se ainda assessor de mais de cem (!) políticos catalães e criador de vinte associações animalistas, para quem a abolição da festa de toiros é uma prioridade. Mas há mais. Profissionalmente, o homem é gerente de projectos no sector da biotecnologia. Na Internet assegura que o seu objectivo profissional «é conseguir uma harmonia quase perfeita» entre a sua «capacidade analítica» e a sua «critividade»... Num editorial inquietante, o Mundotoro interroga-se sobre as relações das organizações antitaurinas com as grandes multinacionais do ramo animal, cujos negócio movimentam muitos milhões. (Imagem: Aníbal Alcino)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Chega de carolice, mas...
Diogo Palha, no blogue Tauromania, manifesta-se contra a carolice que continua a dominar a defesa do toureio em Portugal. Apenas uma nota: segundo Palha, os anti-taurinos são «extremistas urbano-depressivos mascarados de pseudo-intelectuais modernos e evoluídos»; e a comunicação social «está pejada de pseudo-intelectuais que também pensam pouco embora se arvorem em modernos e evoluídos.» Gostava de recordar que tem sido o investimento dos anti-taurinos junto dos intelectuais ou pseudo-intelectuais que lhes tem dado a notoriedade que possuem. Em contrapartida, os taurinos portugueses (porque são muito marialvas?) não querem nada com «intelectualices» e continuam a achar que a cabeça serve para pôr o tricórnio ou o barrete e pouco mais. O resultado está à vista.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Que diferença!
Não vi mais do que vinte minutos do programa «Aqui e Agora» de ontem, sobre direitos dos animais. Mas o que observei deu para adivinhar o resultado do debate, que alguns blogues, hoje, confirmaram. A argumentação fria, racional, do «animalista» e «vegan» Miguel Moutinho, a maior clareza na exposição das ideias e um treino superior neste género de debates, parecem ter levado a melhor, uma vez mais, sobre o discurso terra-a-terra dos pró-taurinos: um cavaleiro, João Telles, e um empresário ex-forcado, Carlos Pegado, nitidamente com pouca «estaleca» para aquilo.Quem poderá defender eficazmente os pontos de vista dos aficionados? Não sei. Mas duma coisa tenho a certeza: debates deste género têm que ser travados com argumentos mais elevados (éticos, filosóficos), que nitidamente escapam à grande maioria dos profissionais do toureio e dos paupérrimos críticos da nossa praça.
Uma vez mais, a questão resume-se à ausência de pensamento sobre o fenómeno taurino no nosso país. A afición lusitana não se distingue por usar a cabeça, e quando se junta é mais para beber uns copos ou distribuir prémios (?) a um lote de «artistas» que agora até inclui emboladores... Com este panorama, só em sonhos se poderá pedir a Telles e a Pegado a fluência discursiva e a solidez argumentativa exibida, por exemplo, por Andrés Amorós, no programa televisivo «Câmara Clara», há uns meses atrás.
Falta massa crítica à tauromaquia em Portugal. O chamado mundillo resume-se a pessoas directamente interessadas no fenómeno, desde ganadeiros a «críticos», alguns dos quais, numa delirante promiscuidade, são igualmente apoderados ou representantes de toureiros. É preciso que o meio se abra ao exterior. Que tente atraír personalidades de outros campos do conhecimento, para o estudo, a reflexão e o debate sobre a Festa, em vez de uma postura «orgulhosamente só», insustentável nos tempos que correm. Ganhará assim o respeito e a credibilidade que tantas vezes lhe faltam.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Ataque à Marinha
A realização de uma corrida de touros na Marinha Grande desencadeou nova ofensiva dos alegados defensores dos animais. Na Câmara, começaram a chover os e-mails do costume, alertando os imprevidentes autarcas para os «perigos» do espectáculo. 

A estratégia do fascismo animalista é clara. A pressão sobre as autoridades começou por terras onde a Festa não se encontra firmemente implantada, pois os seus responsáveis, em princípio, são mais fáceis de manipular. Depois da proibição das corridas programadas, quererão que essas localidades se declarem «anti-touradas» Obtido um ramalhete de terras «anti-taurinas» considerado satisfatório, terão mais força para avançar para outras zonas e influenciar, inclusivamente, o poder central.
Que ninguém se iluda. A ofensiva não vai parar e só se combate eficazmente com a oposição determinada dos agentes taurinos. Inexplicavelmente, porém, estes limitam-se ao protesto de circunstância. Mais do que nunca, é preciso recordar aos diversos poderes (aos mais distraídos, lembramos que existe uma Associação Nacional de Municípios, que até tem uma secção de municípios com actividade taurina) que o espectáculo taurino é legal e que os aficionados não são criminosos. É o momento de empresários, Sindicato dos Toureiros, associações de forcados, ganadeiros, etc., provarem que o seu propalado amor à Festa ultrapassa os meros interesses pessoais. Ou será que só se vão mexer quando o problema lhes chegar aos bolsos?
domingo, 8 de março de 2009
À atenção do doutor presidente Defensor Moura
Caro doutor presidente Defensor
Não calcula como a minha alma zoófila rejubilou ao saber da sua decisão de comprar a praça de touros de Viana do Castelo, para nesse decrépito antro de tortura instalar um centro de ciência viva. Que sábia medida! A ciência, caro doutor presidente, precisa de praças de touros como do pão para a boca. Se outros lhe seguirem as pisadas, havemos de ver como a ciência progride em Portugal!
Ainda não tinha digerido o contentamento, quando outro raio de felicidade me atingiu: a declaração de Viana como cidade anti-touradas. Que prestígio para a terra que o elegeu! E como os touros o vão recompensar! Já estou a vê-lo, doutor presidente, no meio duma manada, recebendo as córneas carícias dos boizinhos agradecidos.
Mas não é apenas por isso que lhe escrevo. Imagine, doutor presidente, que há uns dias fui em passeio ao Alentejo, eu e as minhas companheiras da associação Amigos da Bicheza. Fomos para os lados da barragem de Alqueva e passámos por uma aldeia chamada Amieira, não sei se conhece. Pois bem: não contente em ter uma praça de touros logo à entrada, a dita aldeia tem também uma enorme estátua representando uma pega de caras! Que descaramento! Mas o pior (prepare-se, doutor presidente), ainda não é isto. O pior é que a freguesia da Amieira tem como brasão um par de instrumentos de tortura, bandarilhas ou lá como lhes chamam. Pode conceber-se maior desaforo? Bem sei que fomos bem recebidas na aldeia, que as ruas são limpas e a gente é atenciosa. Mas isso deve ser para disfarçar, porque quando entram na praça de touros, devem transformar-se em vampiros sedentos de sangue. Doutor presidente Defensor: venha já à Amieira e compre não apenas a praça, mas a aldeia toda. Faça dela um centro de ciência, para o estudo da minhoca, do caracol ou doutro animalzinho qualquer. A bem da ciência! A bem da bicheza! Receba a admiração desta que se assina
Maria Estorninho Salamandra
sábado, 8 de novembro de 2008
O radialista que ficou mal na fotografia
A Rádio Cidade FM juntou-se a empresas como a Unicer e a Kodak na repulsa pelo espectáculo taurino. Uns quantos mails de alegados defensores dos animais bastaram para que o director de programas da estação se sentisse na obrigação de declarar que a sua rádio não apoia corridas de touros, nem tem com elas qualquer relação. Se quisermos ver as coisas ironicamente, diremos que o radialista se meteu na cerveja e ficou mal na fotografia...Mas não tenhamos ilusões. Situações como esta irão repetir-se, e é bom que os aficionados se comecem a habituar a elas. Porque há empresas e empresas. Há as que têm uma cultura empresarial de longa data, respeitadora dos hábitos do país em que se inserem, e existem outras que apenas vêem números. Como tal, basta uma ligeira suspeita de que determinada conduta as pode levar a perder público, para que reneguem as maiores evidências. O que ontem foi branco, hoje pode ser preto...
A este tipo de gente, agrilhoada pelos princípios do politicamente correcto, pela cobardia e pela falta de coluna vertebral, é preciso falar na linguagem que entendem. Mostrar-lhes que não podem estar bem com Deus e com o Diabo, e que a hostilização da Festa Brava lhes pode acarretar prejuízos. Mas isso não se consegue através de vozes isoladas. É urgente que os aficionados falem a uma só voz, através de organizações que os representem e que, com argumentos sólidos, demonstrem que gostar de corridas de touros não é crime nem sinónimo de barbarismo.
A estratégia dos auto-proclamados defensores dos animais é clara: pretendem empurrar o toureio para um gueto, marginalizar os aficionados e crismá-los com o ferrete de retrógrados. Para os contrariar, é necessário salientar que a Festa, mais do que um espectáculo português, é um fenómeno de dimensões ibéricas e até mesmo europeias. Que é património cultural do Velho Continente, e não serão os interesses de alguns merceeiros acobardados que a extinguirão.
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