quinta-feira, 26 de março de 2009

Ataque à Marinha

A realização de uma corrida de touros na Marinha Grande desencadeou nova ofensiva dos alegados defensores dos animais. Na Câmara, começaram a chover os e-mails do costume, alertando os imprevidentes autarcas para os «perigos» do espectáculo.
A estratégia do fascismo animalista é clara. A pressão sobre as autoridades começou por terras onde a Festa não se encontra firmemente implantada, pois os seus responsáveis, em princípio, são mais fáceis de manipular. Depois da proibição das corridas programadas, quererão que essas localidades se declarem «anti-touradas» Obtido um ramalhete de terras «anti-taurinas» considerado satisfatório, terão mais força para avançar para outras zonas e influenciar, inclusivamente, o poder central.
Que ninguém se iluda. A ofensiva não vai parar e só se combate eficazmente com a oposição determinada dos agentes taurinos. Inexplicavelmente, porém, estes limitam-se ao protesto de circunstância. Mais do que nunca, é preciso recordar aos diversos poderes (aos mais distraídos, lembramos que existe uma Associação Nacional de Municípios, que até tem uma secção de municípios com actividade taurina) que o espectáculo taurino é legal e que os aficionados não são criminosos. É o momento de empresários, Sindicato dos Toureiros, associações de forcados, ganadeiros, etc., provarem que o seu propalado amor à Festa ultrapassa os meros interesses pessoais. Ou será que só se vão mexer quando o problema lhes chegar aos bolsos?

2 comentários:

fernando baptista disse...

Caro Alberto Franco,

Junto reproduzo o meu email enviado ao Presidente da Câmara da Marinha Grande:

"Exmo Sr Presidente da Câmara da Marinha Grande,

Serve o presente email para manifestar o meu sentido louvor, relativamente à decisão de VExa, de autorizar a realização de um espectáculo tauromáquico na "sua" cidade - no próximo dia 5 de Abril - atitude que muito abona a favor do regime democrático, actualmente e felizmente vigente em terras portuguesas.

Gostava ainda de informar VExa, relativamente ao motivo pelo qual recebeu um número elevado de emails de Portugal e, certamente, de todo o mundo, solicitando a proibição do espectáculo tauromáquico em assunto.
Todos esses email se deveram a uma campanha de uma associação portuguesa dita de defensora dos animais com pouca ou nenhuma representatividade na sociedade portuguesa (blogdaanimal.blogspot.com), a que se aliaram outras associações internacionais do mesmo tipo.
Não foram portanto emails espontâneos aqueles que VExa recebeu, antes pelo contrário foram resultado de uma campanha internacional muito bem orquestrada e organizada, devendo ainda ser relevado que com muita facilidade a mesma pessoa pode enviar várias mensagens simulando identidades diferentes.

A Tauromaquia é parte integrante e inalienável da cultura portuguesa e das mais enraizadas tradições portuguesas e como tal deve ser apoiada e defendida.

Reitero o meu apreço pela cultura democrática que VExa demonstrou na sua tomada de decisão e que certamente será considerada e ponderada pelos portugueses em geral e pelos marinhenses/marinhotos em particular, que dela saberão retirar as devidas ilacções, no momento adequado.

Termino, relembrando uma velha máxima, tão lusitana como a nossa tauromaquia - "não se deve menosprezar a sabedoria popular"- que VExa,tão bem e exemplarmente, soube respeitar.
Bem Haja!
Atenciosamente,
Fernando Baptista"

Um abraço do Fernando Baptista

Manuel Peralta Godinho e Cunha disse...

Penso que é urgente as diversas Tertúlias e as Associações taurinas criarem um Observatório Taurino e ajustarem-se medidas de defesa da nossa tauromaquia.