quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Pepín Martín Vázquez (1927-2011)
Para uma apreciação do grandioso toureiro há poucos dias desaparecido, nada como ler Domingo Delgado de la Cámara.
quarta-feira, 2 de março de 2011
De Henrique Rego a El Espartero, passando por Gallito e Marceneiro
Completaram-se há dias 120 anos sobre o nascimento do grande fadista Alfredo Marceneiro. Muitos dos seus fados foram escritos pelo poeta popular Henrique Rego, seu compadre, e transformados em sucessos pela inimitável voz de Marceneiro. De Henrique Rego (1885-1963) é o fado «Sangue na Arena», gravado por Rodrigo. É um fado de tema taurino, inspirado na morte do diestro Manuel García, El Espartero, colhido pelo touro Perdigón, de Míura. As quintilhas do poeta são fiéis ao imaginário tauromáquico que preside a este género de composições: uma tarde soalheira de domingo; rosas que caem na arena atiradas por belas mulheres; touros bravos e fortes; um espada garboso, viva silhueta dum gladiador romano, mas que no final é vencido pela morte. O fado contém apenas uma incongruência. É a referência à praça de Talavera como cenário da desgraça de Espartero («Domingo de Primavera/Belo, festivo e risonho/A praça de Talavera vibrava de amor e sonho»). Com efeito, Manuel García morreu na arena de Madrid, em 1894. Quem morreu em Talavera de la Reina foi, sim, José Goméz Ortega, Gallito, corria o ano de 1920. Em data que se desconhece, Henrique Rego terá sabido da morte de um famoso toureiro em Talavera, e, no seu afã de o homenagear, tê-lo-á confundido com El Espartero. Fica a intenção do talentoso poeta e um fado que consagra o toureiro como herói popular. (Na imagem, Henrique Rego)
Marcadores:
Alfredo Marceneiro,
El Espartero,
Gallito,
Henrique Rego
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Toiros de morte em Portugal - 1933 (I)
A proibição dos toiros de morte pelo decreto de 14 de Abril de 1928 diminuiu substancialmente o interesse pela Festa Brava. O retorno à farsa da estocada simulada foi um balde de água fria que frustrou os aficionados. É certo que ao Campo Pequeno acorriam diestros de fama, como o malogrado Manolo Bienvenida, Marcial Lalanda ou Domingo Ortega, que em algumas funções intervinham picadores e que os toiros lidados a pé eram agora desembolados. Todavia, como nota Jaime Duarte de Almeida, na sua «Enciclopédia Taurina», «por melhor organizados que se apresentem os programas, o público não acorre, como que negando-se a presenciar o espectáculo sem aqueles aspectos que já lhe tinham sido dados a conhecer.»
Nas fileiras do toureio equestre, as coisas não estavam melhores. Existia um abismo entre a dupla Simão da Veiga-João Núncio, dois cavaleiros de classe especial, e os restantes, quase todos amadores de escasso talento. «Apesar de termos dois artistas que consolidam a sua reputação nas próprias praças de Espanha e que emprestam um brilho excepcional às pobres touradas da nossa terra, nem mesmo João Núncio e Simão da Veiga conseguem encher a praça do Campo Pequeno, que nem por isso é muito grande», reconhecia D. Bernardo da Costa (Mesquitela), no seu livro «Toiros de Morte - Relatório».
Crítico do jornal «Vida Ribatejana», D. Bernardo da Costa era uma das vozes mais inconformadas com o retrocesso do nosso país às «pobres touradas». Nas páginas do seu jornal, encetou uma vigorosa campanha em favor da corrida integral, não apenas redigindo textos de grande brilhantismo, como apontando soluções concretas. Uma delas, datada de 1930, foi a instituição de uma zona de toiros de morte em Vila Franca de Xira, a explorar pela Assistência Nacional aos Tuberculosos. Apesar dos seus fins benéficos, a proposta que foi rejeitada. Noutra frente, um conjunto de bons aficionados constitui, em 1932, o Grupo Tauromáquico Sector 1, cujo lema, «Pró Toiros de Morte», dizia tudo.
Estas e outras pressões levaram o Governo, já então presidido por Salazar, a reabrir o processo. Em 29 de Abril de 1933, o ministro do Interior, Albino dos Reis, entrega o estudo da questão dos toiros de morte a uma comissão, que deveria apresentar um relatório ao fim de seis meses. No mesmo diploma, é autorizada a realização de duas corridas com toiros de morte, a 30 de Abril e a 7 de Maio. (Na imagem, Marcial Lalanda)
Assinar:
Postagens (Atom)






