A Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional de Espanha tem disponível, para consulta on-line, a colecção de "La Lidia", uma das mais importantes publicações taurinas de sempre. Popularizada pelas suas coloridas litografias, assinadas por artistas como Daniel Perea, José Chaves e Angel Lizcano, "La Lidia" começou a publicar-se em 1882. O título conheceu diferentes conteúdos (entre 1894 e 1895 foi uma publicação generalista) até renascer em 1914, como revista taurina profusamente ilustrada, característica que manteve até ao seu final, em 1927. Agora perpetuada através da digitalização, "La Lidia" é um manancial de preciosos informes sobre a história do toureio (http://hemerotecadigital.bne.es/cgi-bin/Pandora.exe).segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Revista "La Lidia" digitalizada
A Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional de Espanha tem disponível, para consulta on-line, a colecção de "La Lidia", uma das mais importantes publicações taurinas de sempre. Popularizada pelas suas coloridas litografias, assinadas por artistas como Daniel Perea, José Chaves e Angel Lizcano, "La Lidia" começou a publicar-se em 1882. O título conheceu diferentes conteúdos (entre 1894 e 1895 foi uma publicação generalista) até renascer em 1914, como revista taurina profusamente ilustrada, característica que manteve até ao seu final, em 1927. Agora perpetuada através da digitalização, "La Lidia" é um manancial de preciosos informes sobre a história do toureio (http://hemerotecadigital.bne.es/cgi-bin/Pandora.exe).domingo, 9 de novembro de 2008
Magnífico "Touro"
A RTP 1 teve o desassombro -porque é disso que se trata nos tempo que correm- de exibir, em horário nobre, um magnífico documentário sobre o touro e a Festa que lhe está associada.
Intitulado simplesmente "Touro", o documentário de Camilo Azevedo é um hino ao bos taurus. Imagens fabulosas de touros no campo, galgando chapadas verdejantes ou deitados à sombra protectora de ancestrais azinheiras, antes de mostrarem no redondel o seu tesouro oculto: a bravura. Camilo Azevedo, que contou com a assessoria técnica de Joaquim Grave, teve ainda a clarividência de ouvir os interlocutores certos, personagens de relevo no mundo que retrata, desde o matador El Cid ao estudioso Andrés Amorós, passando pelo filósofo Francis Wolff. A ensombrar a esplendorosa beleza das imagens, apenas o tristíssimo "tronco" português, onde os nobres animais são imobilizados para a embolação, e a dolorosa jornada destes para o matadouro...
sábado, 8 de novembro de 2008
O radialista que ficou mal na fotografia
A Rádio Cidade FM juntou-se a empresas como a Unicer e a Kodak na repulsa pelo espectáculo taurino. Uns quantos mails de alegados defensores dos animais bastaram para que o director de programas da estação se sentisse na obrigação de declarar que a sua rádio não apoia corridas de touros, nem tem com elas qualquer relação. Se quisermos ver as coisas ironicamente, diremos que o radialista se meteu na cerveja e ficou mal na fotografia...Mas não tenhamos ilusões. Situações como esta irão repetir-se, e é bom que os aficionados se comecem a habituar a elas. Porque há empresas e empresas. Há as que têm uma cultura empresarial de longa data, respeitadora dos hábitos do país em que se inserem, e existem outras que apenas vêem números. Como tal, basta uma ligeira suspeita de que determinada conduta as pode levar a perder público, para que reneguem as maiores evidências. O que ontem foi branco, hoje pode ser preto...
A este tipo de gente, agrilhoada pelos princípios do politicamente correcto, pela cobardia e pela falta de coluna vertebral, é preciso falar na linguagem que entendem. Mostrar-lhes que não podem estar bem com Deus e com o Diabo, e que a hostilização da Festa Brava lhes pode acarretar prejuízos. Mas isso não se consegue através de vozes isoladas. É urgente que os aficionados falem a uma só voz, através de organizações que os representem e que, com argumentos sólidos, demonstrem que gostar de corridas de touros não é crime nem sinónimo de barbarismo.
A estratégia dos auto-proclamados defensores dos animais é clara: pretendem empurrar o toureio para um gueto, marginalizar os aficionados e crismá-los com o ferrete de retrógrados. Para os contrariar, é necessário salientar que a Festa, mais do que um espectáculo português, é um fenómeno de dimensões ibéricas e até mesmo europeias. Que é património cultural do Velho Continente, e não serão os interesses de alguns merceeiros acobardados que a extinguirão.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Um problema de dignidade

No final de cada temporada, ao fazer-se o balanço do ano taurino, surge ciclicamente a questão do estado do toureio a pé em Portugal. Aficionados e críticos ainda não totalmente rendidos à lide quadrúpede expressam a sua preocupação com o reduzido número de corridas mistas e com o pouco entusiasmo em redor da arte de Montes. E temem, ano após ano, pelo seu futuro entre nós. Como solução, há os que colocam a esperança no aparecimento de um super-toureiro, uma espécie de D. Sebastião vestido de seda e oiro, que faça renascer o interesse pela lide a pé nas arenas lusitanas. Outros, lembrando os tempos de Diamantino e Manuel dos Santos, sustentam que para garantir o ressurgimento da modalidade, nada como criar uma rivalidade entre toureiros.
Infelizmente, o mal é bem mais grave e não se resolve com messianismos. O problema do toureio a pé em Portugal é, antes de tudo, um problema de dignidade. Num país onde se lidam novilhos, porque a sorte de varas não é admitida; onde as defesas dos animais são ignobilmente despontadas; onde a morte é uma simulação; onde não se cortam troféus que traduzam com um mínimo de objectividade o que foi a lide, não pode haver uma Festa digna. Por muitos novilheiros interessantes que despontem, nunca poderão exercer a sua profissão em táurodromos portugueses, porque aquilo que neles se pratica é um triste arremedo do verdadeiro toureio. Noutros países há vida e morte em confronto; por cá existe uma performance, uma absurda simulação do teatro trágico e belo da Festa.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Farto de tanta «dinastia»...
Uma onda de pirismo, de pretensiosismo saloio e aristocratismo de pechisbeque está a varrer a Festa em Portugal. Refiro-me à moda das «dinastias». Durante algum tempo, só se falou em cavaleiros de «dinastia»: os Telles, o Lupi, os Moura. Agora, o fenómeno chegou aos forcados, com o anúncio de uma tourada em Évora, em que são anunciados forcados de «dinastia». Serão mais que os outros? Teremos qualquer dia a Festa reduzida a um espectáculo de castas, de clãs, de «dinastias»? Perante tanta vénia e pergaminho duvidoso, apetece contar uma «estória» de Mestre Baptista. Toureava certo dia o cavaleiro de S. Marcos do Campo com Manuel Conde e Zoio, que nos seus primeiros tempos se fazia anunciar nos cartazes como D. José João Zoio. Chegado à praça, Baptista juntou-se aos colegas no pátio dos cavaleiros e, com o seu sorriso mais plebeu, disparou: «Há lugar para mais um fidalgo?»
terça-feira, 7 de outubro de 2008
A verdade natural

Ao género humano custa aperceber-se das evidências. Quase sempre, é o que está mais próximo de nós que se vê mal ou nem sequer se vislumbra. A propósito da corrida em Vila Franca que juntou os matadores Luis Miguel Encabo, Salvador Cortés e António João Ferreira, e em resposta às inanidades que alguém escreveu sobre o festejo, o blog tauromaquianaturales.blogspot põe o dedo na ferida. E recorda que para o toureio a pé a sorte de varas é indispensável. Lidar sem varas touros de 4 anos ou novilhos quase touros, é meio caminho para o desastre. E onde está o problema? Responde Emílio Franco: o problema está que em Portugal ninguém luta por recuperar a sorte de varas. E sem ela o toureio a pé está inquestionavelmente falseado. Esta a verdade natural, em boa hora recordada.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Link do dia
A Universidade Autónoma de Ciudad Juárez (México) disponibiliza no seu site uma magnífica colecção de bilhetes postais antigos, trezentos dos quais são de tema taurino. Os amadores da cartofilia ou os simples aficionados podem ver as grandes figuras do toureio retratadas em praças mexicanas, de Rodolfo Gaona a Chicuelo, de Belmonte a Manolete.
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